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Cocaína

 

A cocaína é popularmente encontrada em pó, geralmente branco, obtido de uma pasta feita com folhas de coca, um tipo de arbusto sul-americano que, na década de 80, tornou-se uma coqueluche mundial. Entre os efeitos agudos da droga estão uma sensação de euforia logo nos primeiros minutos, seguida de disforia, um aumento das percepções sensoriais e da auto-estima e a diminuição do sono e do apetite. A droga prejudica o funcionamento do cérebro como um todo, mas estudos mostraram que ela compromete principalmente o lobo frontal. Essa região é responsável, entre outras funções, pela criatividade, pelo controle da impulsividade e pelo senso crítico, o que explicaria alguns comportamentos muito comuns entre os viciados, como as mudanças repentinas de humor e surtos de agressividade. A droga também é um potente vasoconstritor, ou seja, ela provoca uma contração das artérias, especialmente as cerebrais. Dessa forma, sobra menos espaço para o sangue circular. Além disso, a constrição agride as paredes dos vasos e as deixa mais vulneráveis à pressão feita pelo fluxo sangüíneo. Com isso, a probabilidade de um derrame aumenta. Ou de vários pequenos derrames que, embora muitas vezes imperceptíveis, podem ter um efeito devastador se somados ao longo do tempo - alguns especialistas afirmam que esses miniderrames são os responsáveis pela perda gradativa de atividade cerebral notada entre os usuários. O principal fator de risco para o desenvolvimento de seqüelas é o tempo de exposição à droga, e não a quantidade que se utiliza. Ou seja, quanto maior o tempo de consumo de cocaína, maiores os prejuízos para o cérebro.

 

Os efeitos neuroquímicos da cocaína no cérebro são confundidos com os mecanismos de recompensa para situações desejadas. Um perigoso atalho que dispensa as situações normalmente requeridas para o disparo desse mecanismo, como sexo, realizações profissionais, amor, companhia de amigos e familiares, inter-relação pessoal, etc.. O resultado neuroquímico mais evidente em usuários é justamente o desequilíbrio deste delicado mecanismo, o que acaba por afastar o usuário das atividades normalmente prazerosas levando-o a buscar a recompensa química na cocaína.

È bastante normal usuários deixarem, gradativamente, de se sentirem confortáveis e estimulados para atividades cotidianas. Ao mesmo tempo podem experimentar uma euforia quando deparados com assuntos, fatos ou lembranças de episódios de consumo da droga. Isso ocorre por que, quimicamente, seu cérebro passa a buscar mais os estímulos mais fortes e as situações nas quais ele foi “recompensado” em depreciação as situações onde ele normalmente deveria sentir este estímulo.

Poderíamos exemplificar esta situação com um rapaz que deixa de sair com a namorada mas pensa obsessivamente no bar onde costuma comprar a droga. A troca gradativa da família e trabalho por companheiros de uso e situações facilitadoras também pode ser decorrente deste mecanismo neuroquímico.

Quando consumida simultaneamente com álcool forma-se um novo componente proveniente da metabolização de ambas drogas. É ococaethylene . Este componente é de potencial de dependência ainda mais forte do que a cocaína o que explica a tendência de se beber quando se usa cocaína e usar cocaína quando se bebe, observada em muitos usuários desta droga.

È muito importante deixar claro que somente estamos abordando os mecanismos químicos, sem entrar nas complexas e importantes motivações e conseqüências psicosociais.

O uso continuo de cocaína pode levar o cocainômano (viciado em cocaína) a ter efeitos físicos crônicos (distúrbios cardíacos, respiratórios/nasais e gastrointestinais) e psíquicos crônicos (distúrbios psiquiátricos), além do risco eminente de sofrer uma overdose, pois o uso continuo da cocaína desenvolve a tolerância a droga, o que leva os usuários a utilizarem uma dose cada vez maior para sentirem os mesmos efeitos.  Insuficiência cardíaca ou respiratória são as causas mais comuns de morte causada por overdose de cocaína.

Breve história

A coca era utilizada desde os tempos pré-colombianas pela realeza Inca. Os nativos a utilizavam com propósitos míticos, religiosos, sociais e medicinais. Sob a forma de uma pasta mascada de folha de coca e cinzas de madeira a coca lentamente entrava na corrente sangüínea de seus usuários sem, no entanto causar grande impacto pela sua baixa concentração de princípio ativo. A coca foi posteriormente introduzida na Europa pelos conquistadores espanhóis. Existem relatos da época que afirmam que Shakespeare era um consumidor da folha.

Em 1855 o principio ativo foi isolado pela primeira vez e chamado de “Erythroxyline”. A coca então passou a ter a forma pela qual a conhecemos hoje, sendo chamada na época, de cocaína. Sigmund Freud descreveu-a como uma droga mágica e praticou uma extensa auto-experimentação, porém anos mais tarde baniu-a depois que acompanhou de perto o vício e destruição pelo consumo da droga – prescrito inicialmente pelo próprio Freud - de um de seus amigos mais próximos.

Na virada do século 20 a droga era amplamente prescrita por médicos para muitas moléstias entre elas o vício em morfina.

Nesta época eram também oferecidas bebidas alcoólicas com adição de cocaína; A mais conhecida era o famoso Vinho Mariani. A Coca-Cola surge nessa época como uma “alternativa saudável de bebida estimulante, com cocaína, mas sem a adição maléfica do álcool”. Até 1903 uma típica garrafa de Coca-Cola continha cerca de 60 mg de cocaína.

Apresentação e consumo no Brasil de hoje

A cocaína é uma droga relativamente popular, barata e fácil de obter no Brasil. Estima-se que em todas as grandes cidades do Brasil haja farta oferta de cocaína a preços baixos. Muitas vezes os mesmos traficantes que vendem drogas mais socialmente aceitas como a maconha também dispõe de cocaína o que facilita os primeiros contatos com a droga.

Ao contrário do que se acredita popularmente manter um consumo regular de cocaína pode não ser tão caro. Com R$ 30,00 é possível se obter cocaína suficiente para toda uma noite. Episódios de tráfico para amigos são bastante comuns e uma forma de custear o próprio vício. Isso acaba por levar a oferta da droga para mais perto de ambientes socialmente aceitáveis pela classe média não consumidora dessa droga. Por outro lado consumidores que passam a oferecer cocaína em seu círculo social passam a serem traficantes passíveis de prisão com sentenças pesadíssimas.

Até o início dos anos 90 a cocaína era extremamente popular na forma aspirável, – o cloridrato de cocaína – pó branco ou amarelado, vendido nas ruas por preços que variam de R$ 10 a R$ 100 o grama. Como é de fácil adulteração é de se esperar uma grande variação de qualidade. 

 

Consequências Negativas

O consumo da cocaína, em grande parte dos usuários, aumenta progressivamente, sendo necessário consumir maiores quantidades da substância para se atingir o efeito desejado. Este fenômeno caracteriza o desenvolvimento de um tipo de tolerância à droga, mas de natureza diversa da tolerância observada no uso de álcool e opiódes.

No caso do crack e da merla, por terem um efeito de curtíssima duração, provocam um uso repetido numa mesma ocasião, sendo mais freqüente que o uso por outras vias de administração. Esse comportamento compulsivo leva o usuário à dependência muito mais rápido que as outras formas de uso de cocaína, e, conseqüentemente, a um custo monetário, de saúde e social muito maiores. A essa compulsão para utilizar a droga repetidamente dá-se o nome popular de “fissura”. Após o uso intenso e repetitivo, o usuário experimenta sensações muito desagradáveis, como cansaço e intensa depressão.

A tendência do usuário de cocaína é aumentar a dose da droga na tentativa de sentir efeitos mais intensos. Porém, essas quantidades maiores acabam por levar o usuário a comportamento violento, irritabilidade, tremores e atitudes bizarras devido ao aparecimento de paranóia (chamada entre eles de “nóia”). Esse efeito provoca um grande medo nos usuários, que passam a vigiar o local onde usam a droga e a ter uma grande desconfiança uns dos outros, o que acaba levando-os a situações extremas de agressividade. Eventualmente, podem ter alucinações e delírios. A esse conjunto de sintomas dá-se o nome de “psicose cocaínica”.

A libido, também, pode ser afetada entre alguns usuários de cocaína, segundo um estudo do Cebrid, realizado com um grupo de usuários de crack, 60 indivíduos, e outro de cloridrato de cocaína, 42 indivíduos, totalizando 102 participantes. A partir dessa pesquisa percebeu-se que os usuários de cloridrato de cocaína não apresentaram perda de libido. Já os usuários de crack apresentaram uma redução do apetite sexual: 72% das mulheres e 66% dos homens. 

Os dependentes de cocaína desenvolvem uma sensibilização a alguns efeitos, ou seja, ocorre o inverso da tolerância, e com uma dose pequena os efeitos já surgem. Porém, para angústia dos usuários, esses efeitos sensibilizados são os considerados desagradáveis, como a paranóia e outros efeitos indesejáveis, como agressividade e desconfiança.

Não há descrição convincente de uma síndrome de abstinência quando o usuário pára de usar cocaína abruptamente: não sente dores pelo corpo, cólicas ou náuseas. O efeito que se observa é uma grande “fissura”, desejar usar novamente a droga para sentir seus efeitos agradáveis, e não para diminuir ou abolir o sofrimento relacionado à abstinência de algumas drogas.

Comportamentos de risco estão associados aos usuários de cocaína. Inicialmente, se tinha a idéia de que os usuários da droga injetável estavam mais expostos ao risco de contrair doenças como hepatite, malária, dengue e Aids, pelo compartilhamento de seringa. Porém, o uso da droga por outras vias também gera comportamentos de risco como a prática de sexo desprotegido (sem camisinha), a qual expõe ao contágio pelas doenças citadas, além de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Um exemplo são algumas mulheres dependentes da cocaína, as quais se prostituem para obter a droga, geralmente sob o efeito da “fissura” o que as faz perder a noção de perigo, não se protegendo nas relações sexuais.

 

Outro fator comum com um consumo excessivo é o de corroer a cartilagem interna da boca ou do nariz. 

 

Como é feita a cocaína

 

Como se pode observar a forma de preparação da pasta base é bastante precária e sem nenhum acondicionamento para a matéria prima

 


Cocaína Historia entre líneas – Documental de History Channel em espanhol 

 

 

 
 

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